sábado, 12 de maio de 2018

Acabei de assistir este documentário no Netflix (Chuck Norris vs Comunismo) e super recomendo para quem tem curiosidade em saber o que é viver num regime em que não há liberdade de expressão e o governo decide que expressões artísticas (quais filmes, livros, obras, ...) são permitidas:

Chuck Norris vs Comunismo
Documentário de 2015 com duração de 1h20min

Conheço pessoas, inclusive alguns amigos e familiares, detentores das melhores intenções, que genuinamente acreditam na hipótese que é possível conciliar Socialismo e Liberdade, pois argumentam que o governo só tiraria a liberdade econômica em prol do nobre objetivo de corrigir as injustiças sociais e então o ser humano seria livre para usufruir de suas outras liberdades fundamentais.

Em relação à isso, tenho a dizer que da minha formação em Física, uma das coisas que aprendi é algo chamado Método Científico, que de maneira bastante resumida consiste em: dado um problema qualquer, devemos analisá-lo, propor uma solução (hipótese) e testá-la e avaliar o resultado. Em suma, se o resultado obtido é o esperado, podemos considerar a hipótese válida; caso contrário, devemos rejeitá-la e tentar algo diferente.

Pois bem, todas as implementações de socialismo ao redor do mundo foram mal-sucedidas em inúmeros aspectos, mas para destacar apenas um destes aspectos, chama-me a atenção que em nenhum deles o Socialismo e a Liberdade das pessoas andaram juntos: ou se teve Socialismo, ou se teve Liberdade. Todos, sem exceção, foram (ou ainda são) ditaduras. Precisa de exemplos? União Soviética, Cuba, Coréia do Norte, Venezuela, ...

Mas como uma minoria dos protagonistas do cenário político - que por sinal muitas vezes é bastante ruidosa mas tem a seu favor um marketing ideológico invejável - insiste em querer implantar o Socialismo em nosso país também, acho importante tentar compartilhar porque esta hipótese (de que Socialismo e Liberdade podem andar juntos) é fadada ao fracasso. Afinal, é muito mais barato, e menos doloroso, aprender com os erros dos outros.

Mas então, por que estou dizendo que isso é impossível de dar certo ?

Na verdade, há várias explicações para isso, mas um ponto essencial é que é impossível um governo controlar apenas os meios de produção (para usar um "jargão socialista") - ainda que em prol de um objetivo nobre, como eliminar a pobreza - sem que isto passe por necessariamente eliminar outras liberdades dos indivíduos.

Afinal, um governo que controla toda a economia, e portanto todos os postos de trabalho e com isso quem pode ou não ocupá-los, bem como que produtos e serviços serão oferecidos, já de cara tem o controle de determinar onde você vai poder trabalhar, que profissão poderá exercer, onde irá morar, que serviços e produtos você poderá consumir, se você poderá mudar ou não para uma outra região.

É como diria um famoso cineasta: "A Liberdade é o oxigênio da alma". E este documentário, na Netflix, retrata muito bem isso.

Enfim, penso que ao se viver em Liberdade, o Socialismo pode até ser uma utopia que alguns desejam alcançar. Porém, ao se viver no Socialismo, a Liberdade é a utopia que muitos desejarão alcançar.


sábado, 28 de abril de 2018

Cortar privilégios de políticos: fará diferença ou não? Spoiler: Sim, tenho convicção que sim

Gostaria de compartilhar uma recente conversa na qual um amigo compartilhou um pensamento que talvez você já tenha tido ou ouvido de alguma outra pessoa. O que ele me disse foi:
Marcos, não vai ser isso de cortar estes privilégios dos políticos e de juízes, por exemplo, que vai resolver os problemas do Brasil. Isso aí é muito pouco perto de tudo que precisa ser feito. Na prática, isso não vai fazer diferença alguma.
Em linhas gerais, minha resposta foi:
  1. Ainda que eu concordasse contigo e achasse que é insignificante a economia que seria gerada quando comparada com o que precisamos para resolver os problemas do Brasil, acho no mínimo uma imoralidade.
  2. Por que? Porque num país onde o salário mínimo é de R$ 937 (e este valor, por lei, deveria ser suficiente para suprir as necessidades de uma família de 4 pessoas) é no mínimo imoral um deputado federal ou senador ter um salário 36 vezes maior que o salário mínimo e além disso, ter benefícios como:
      + auxílio-moradia;
      + plano de saúde, com direito aos melhores hospitais para ele e toda família;
      + auxílio mensal de mais de R$ 30.000 para despesas como passagens aéreas, fretamento de aeronaves, alimentação do parlamentar, cota postal e telefônica, combustíveis e lubrificantes, consultorias, divulgação do mandato, aluguel e demais despesas de escritórios políticos, assinatura de publicações e serviços de TV e internet, contratação de serviços de segurança.
  3. Porém, devo concordar que realmente não é só isso, de maneira isolada, que vai resolver todos os problemas. Afinal, não existe uma bala de prata capaz de resolver todos nossos problemas.Para ficar num exemplo apenas, consideremos o tema da educação. Só esta área, por si, já tem vários problemas que necessitam de soluções específicas para cada um deles.
  4. Contudo, discordo totalmente de quem acha que cortar estes privilégios seja insignificante, que não fará diferença alguma.
  5. O Congresso Nacional (que inclui a Câmara dos Deputados e o Senado Federal) tem um orçamento de R$ 10 bilhões.
    Isto para ter uma estrutura e funcionários para dar condições de trabalho e atuação à 513 deputados federais e 81 senadores. São 594 no total. Fazendo uma conta simples, o custo direto e indireto de cada um deles é de R$ 16,8 milhões por ano.
    Acho que o tamanho do absurdo fica mais claro se sabemos que o Governo Federal gastará no mesmo ano R$ 100 bilhões com saúde. Isso para ajudar o orçamento da área de saúde para cerca de 200 milhões de pessoas. O restante da verba vem dos orçamentos de estados e municípios.
    Agora compara com os R$ 10 bilhões para dar estrutura e manter 594 representantes do povo (513 deputados federais + 81 senadores).
  6. Se reduzimos pela metade este custo do Congresso Nacional, e não consigo acreditar que não seria possível reduzir até mais, seriam R$ 5 bilhões que poderiam ser gastos em saúde, educação e segurança.
  7. R$ 5 bilhões é pouco perto de tudo do que é preciso?
    É provável que sim.
    Porém, com R$ 5 bilhões, seria possível, por exemplo, fazer uma reforma de R$ 1 milhão em pelo menos 5 mil escolas públicas a cada ano.
    Em 4 anos, seriam 20 mil escolas beneficiadas e tenho certeza que uma reforma de R$ 1 milhão em muitas escolas representaria uma mudança da água para o vinho.
  8. Estamos falando então, usando este meu exemplo hipotético, de beneficiar milhões de crianças no lugar de manter privilégios para 594 políticos do Congresso Federal.
  9. O impacto não me parece insignificante, concorda?

Parece ficção, utopia, coisa de um sonhador otimista?

Pois saiba que o exemplo dos vereadores do NOVO eleitos em 2016 (Janaína LimaFelipe CamozzatoMateus Simões de Almeida e Leandro Lyra) provam que podemos ter esperanças, pois todos eles diminuíram drasticamente o número de assessores e cortaram suas verbas de gabinete economizando, juntos, mais de 4 milhões de reais em seu primeiro ano de mandato.

Neste caso o impacto é pequeno mesmo. Afinal, estamos falando apenas de 4 vereadores.

Agora imagina isso sendo feito pelos deputados estaduais nas assembleias estaduais? Por outros vereadores nas câmaras municipais Brasil adentro? Só de vereadores, temos 56.810 que atuam nas 5.568 Câmaras Municipais.

Portanto, não acredite no que dizem por aí que todo político e que todos os partidos políticos são iguais. O NOVO é um partido realmente novo e com pessoas novas que demonstraram na prática que seus discursos não são apenas palavras.

Que tal acessar novo.org.br e saber mais à respeito?

Aproveite e curta também nossa página no Facebook: fb.com/MarcosFariasNovo

#VamosRenovarTudo #OndaLaranja

Referências

  1. Rendimento do Brasileiro
    https://odia.ig.com.br/_conteudo/economia/2017-11-29/ibge-metade-da-populacao-brasileira-vive-com-menos-de-um-salario-minimo.html
  2. Orçamento do Congresso Nacional em 2017
    https://www.opovo.com.br/jornal/colunas/menupolitico/2017/08/camara-e-senado-federal-vao-gastar-r-10-bilhoes-este-ano.html
  3. Salários e benefícios de um Deputado Federal
    http://congressoemfoco.uol.com.br/noticias/lista-todos-os-salarios-e-beneficios-de-um-deputado/
  4. Orçamento de 2017: R$ 100 bilhões de reais na saúde
    http://www2.planalto.gov.br/acompanhe-planalto/noticias/2016/12/congresso-nacional-aprova-orcamento-para-2017
  5. Dados sobre Educação no Brasil
    https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/eu-estudante/ensino_educacaobasica/2018/01/31/ensino_educacaobasica_interna,656887/mec-divulga-pesquisa-sobre-censo-escolar-da-educacao-basica.shtml
  6. Quantidade de Políticos no Brasil
    http://www2.uol.com.br/guiadolitoral/materias/sabe_quantos_politicos_existem_no_brasil-4311-2017.shtml

quinta-feira, 26 de abril de 2018

Corrupção de valores

Um pensamento me ocorreu nos últimos dias:
Seria correto dizer que corrupção também pode ser entendida como os excessos de privilégios pagos a políticos e a parte da elite dos servidores públicos usando o dinheiro de nossos impostos?
Notei então que poucas vezes refletimos sobre o que esta palavra, corrupção, significa de fato. Afinal, infelizmente esta é uma palavra à qual estamos bastante acostumados já que raro é o dia no qual não ficamos a par de um novo escândalo envolvendo políticos ou empresas.

Resolvi então pesquisar à respeito e descobri que "Corrupção" vem do termo latino corruptione, junção das palavras cor (coração) e rupta (quebra, rompimento). Ou seja, corrupção significa em essência romper, destruir o coração, a essência de algo.


Sabendo da origem, ato contínuo fui buscar a definição atual. Encontrei as seguintes:
  1. deterioração, decomposição física de algo; putrefação.
  2. modificação, adulteração das características originais de algo.
  3. depravação de hábitos, costumes etc.; devassidão.
  4. ato ou efeito de subornar uma ou mais pessoas em causa própria ou alheia, ger. com oferecimento de dinheiro; suborno.
  5. uso de meios ilegais para apropriar-se de informações privilegiadas, em benefício próprio.
Considerando tanto a origem da palavra quanto suas definições atuais, me parece bastante razoável concluir que a resposta à pergunta inicial é sim, ao menos no sentido de ser uma corrupção de valores ou corrupção moral! Afinal, a razão pela qual pagamos impostos certamente não é para pagar os privilégios de alguns mas sim poder receber de volta do governo, no mínimo uma educação, saúde e segurança de qualidade.

Mas não queria encerrar sem antes ajudar espalhar uma boa notícia.

O exemplo dos vereadores do NOVO eleitos em 2016 (Janaína Lima, Felipe Camozzato, Mateus Simões de Almeida e Leandro Lyra) nos mostram que há sim razões para termos esperanças, afinal: todos eles diminuíram drasticamente o número de assessores e cortaram suas verbas de gabinete economizando, juntos, mais de 4 milhões de reais em seu primeiro ano de mandato.

Portanto, não acredite no que dizem por aí que todo político e que todos os partidos políticos são iguais. O NOVO é um partido realmente novo e com pessoas novas.

Que tal acessar novo.org.br e conferir você mesmo? :-)

Abraços

quinta-feira, 19 de abril de 2018

21/Abril/2018: 25 anos do Plebiscito

Você sabia que neste sábado, 21 de Abril de 2018, se completará 25 anos do plebiscito em que os brasileiros foram às urnas para escolher a Forma de Governo, isto é: tivemos a chance de escolher entre Regime Republicano (sistema presidencialista) ou restabelecer o Regime Monarquista.

Em termos de votos válidos, isto é, desconsiderando Brancos e Nulos, o resultado foi de 86,6% para a República e apenas 13,4% para a Monarquia:




Ou seja: a maioria do povo queria ter um Presidente e não um Rei.

Bacana, não? Afinal: todo mundo deve ser igual perante à lei, ninguém tem de ter privilégios especiais.

Agora, sabe o que não é bacana? Temos Presidentes que custam mais que a Rainha da Inglaterra!!! :-O

Não acredita? Confira algumas referências:


Pois é, o tempo passa, o tempo voa e os políticos no Brasil continuam numa boa...

Passou da hora de mudar isso, não?